Quando uma mulher entra em um espaço terapêutico corporal, ela precisa ter certeza de uma coisa: ela pode parar a qualquer momento.
Esse não é um detalhe técnico. É uma medida concreta de proteção contra abuso de poder.
Na Terapêutica Tântrica exercida conforme o Código de Conduta da ABRATANTRA, o consentimento é livre, esclarecido e revogável. Isso significa que a mulher mantém controle absoluto sobre o próprio corpo durante toda a sessão.
Consentimento não é submissão
A qualquer momento, a mulher pode:
A prevenção do abuso começa aqui.
Abuso de poder: como ele se disfarça
Abuso nem sempre é explícito. Muitas vezes aparece como:
Quando há pressão para continuar, já não existe consentimento livre.
A ética profissional exige que o limite da mulher seja superior a qualquer proposta técnica.
Sinais que devem ser respeitados imediatamente
Em um ambiente seguro, os seguintes sinais são suficientes para interromper:
Silêncio não é autorização.
A responsabilidade do profissional é parar, não persuadir.
Autonomia corporal como eixo central
Historicamente, mulheres foram ensinadas a tolerar desconfortos para não “incomodar”. Em um espaço terapêutico sério, essa dinâmica é invertida.
Ela está ali para se reconectar com a própria autonomia.
Interromper pode ser, inclusive, um ato de fortalecimento.
Base ética e jurídica
O Código da ABRATANTRA estabelece expressamente que o consentimento pode ser interrompido a qualquer momento.
A legislação brasileira também protege a dignidade da pessoa humana e a integridade física e psíquica. Nenhuma prática corporal é legítima se continuar após a retirada do consentimento.
Persistir diante de um limite ultrapassa o campo terapêutico e entra no campo da violação.
Compromisso com tolerância zero
Um ambiente ético adota postura clara:
Conclusão
O direito de interromper a sessão é um mecanismo concreto de prevenção de abuso de poder.

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