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terça-feira, 18 de agosto de 2026

Minha postura: simplicidade, presença e vontade de compartilhar

 Eu acredito que o meu trabalho começa muito antes de qualquer técnica.

Começa na forma como eu recebo uma pessoa.

Minha postura profissional e humana é, acima de tudo, minimalista. Não acredito na necessidade de criar personagens, prometer transformações extraordinárias ou construir uma imagem de alguém que possui todas as respostas. Prefiro a simplicidade, a presença e a honestidade de reconhecer que cada pessoa traz consigo uma história única.

Sou terapeuta corporal, mas também sou alguém em constante aprendizado.

Minha trajetória foi construída através de experiências, estudos, práticas corporais, encontros, erros, descobertas e muitos questionamentos. Tudo aquilo que vivi contribuiu, de alguma maneira, para a forma como compreendo o corpo, as emoções, os relacionamentos e os processos de reconexão consigo mesmo.

Por isso, não me coloco diante de uma pessoa como alguém superior a ela.

Coloco-me como alguém que acompanha.

A humildade, para mim, está justamente em compreender que não existe uma fórmula pronta para o ser humano. Cada corpo possui uma linguagem. Cada história possui seus próprios tempos. Cada pessoa precisa ser escutada sem ser reduzida a um diagnóstico, a um comportamento ou a uma expectativa.

A empatia é outra parte fundamental da minha postura.

Procuro perceber não apenas aquilo que é dito, mas também aquilo que muitas vezes aparece através do silêncio, da respiração, da tensão corporal, dos movimentos e das dificuldades de estar presente no próprio corpo.

Isso exige sensibilidade.

E sensibilidade não significa fragilidade. Significa estar disponível para perceber.

No meu trabalho, procuro criar um espaço onde a pessoa possa experimentar presença, consciência corporal e liberdade para olhar para si mesma com menos julgamento.

Não tenho interesse em impor crenças.

Tenho interesse em compartilhar experiências.

Tudo aquilo que aprendi ao longo da minha caminhada tornou-se parte de uma espécie de acervo vivo. Estudos, práticas corporais, Tantra, Yoga, experiências profissionais, filosofia, arte, poesia, música e, principalmente, as experiências humanas que atravessaram minha própria trajetória.

Tenho muita vontade de compartilhar esse conhecimento.

Não porque acredito que minha experiência seja uma verdade absoluta, mas justamente porque acredito que uma experiência compartilhada pode provocar uma reflexão em outra pessoa.

Talvez algo que eu tenha vivido ajude alguém a compreender uma sensação.

Talvez uma reflexão desperte uma pergunta.

Talvez uma experiência corporal permita que alguém perceba algo que durante muito tempo permaneceu escondido.

E, às vezes, uma pergunta é mais importante do que uma resposta.

É essa perspectiva que procuro levar para o meu trabalho como Sidarta Yonimani.

Uma postura minimalista, porque acredito naquilo que é essencial.

Humilde, porque continuo aprendendo.

Empática, porque cada pessoa merece ser recebida em sua singularidade.

Sensível, porque o corpo comunica muito além das palavras.

E aberta ao compartilhamento, porque acredito que conhecimento não precisa ser guardado como propriedade. Ele pode circular, provocar encontros e contribuir para que outras pessoas encontrem seus próprios caminhos.

Minha intenção não é ensinar alguém a ser quem eu sou.

É compartilhar aquilo que venho aprendendo para que cada pessoa possa, talvez, aproximar-se um pouco mais de quem realmente é.

Esse é um dos sentidos que encontro no meu trabalho.

Menos espetáculo.

Mais presença.

Menos promessa.

Mais experiência.

Menos respostas prontas.

Mais espaço para sentir, perceber, questionar e descobrir.

Sou Sidarta Yonimani, terapeuta corporal em Porto Alegre, e sigo construindo minha trajetória com simplicidade, curiosidade, sensibilidade e disposição para continuar aprendendo — e compartilhando.


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