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terça-feira, 18 de agosto de 2026

Despir-se e vestir-se das fantasias: o que o Tantra revela sobre quem somos

 Existem fantasias que usamos sem perceber.

Algumas nasceram dos desejos. Outras foram construídas pela família, pelos relacionamentos, pela sociedade, pela profissão, pelas expectativas e pelas experiências que atravessamos ao longo da vida.

“Preciso ser forte.”

“Preciso agradar.”

“Preciso parecer segura.”

“Preciso corresponder ao que esperam de mim.”

“Preciso controlar meu corpo.”

“Preciso esconder o que sinto.”

Com o tempo, essas ideias podem deixar de parecer fantasias e passar a ser confundidas com a nossa própria identidade.

A terapia tântrica pode criar um espaço de presença e investigação para olhar para essas construções com mais consciência.

Em Porto Alegre, o trabalho de Sidarta Yonimani — Terapeuta Corporal — utiliza práticas de consciência corporal, presença, respiração e percepção das sensações como caminhos de reconexão com o próprio corpo.

O que são as “fantasias” que vestimos?

Quando falamos em fantasias neste contexto, não estamos falando apenas de fantasias relacionadas à sexualidade.

Uma fantasia pode ser qualquer personagem que aprendemos a representar para conseguir pertencer, ser aceitos, proteger-nos ou corresponder às expectativas de outras pessoas.

A mulher que precisa ser sempre forte.

A profissional que não pode demonstrar vulnerabilidade.

A pessoa que aprendeu a esconder seus desejos.

Aquela que está sempre cuidando dos outros e quase nunca percebe o que acontece dentro de si.

Esses personagens podem ter sido importantes em determinados momentos da vida. O problema aparece quando já não conseguimos escolher quando usá-los ou quando deixamos de perceber quem somos por trás deles.

Despir-se das fantasias

Despir-se, aqui, não significa necessariamente retirar roupas.

É retirar, aos poucos, aquilo que já não precisa continuar sendo carregado.

Na terapia tântrica, esse processo pode começar pela percepção do próprio corpo.

Como você respira quando está diante de alguém?

O que acontece com seus ombros quando tenta agradar?

Onde seu corpo fica tenso quando você precisa dizer “não”?

O que você sente quando deixa de representar aquilo que esperam de você?

A consciência corporal permite transformar essas perguntas em experiência.

Em vez de apenas pensar sobre si mesma, a pessoa começa a perceber-se.

E perceber é um passo importante para escolher.

Despir-se das fantasias pode significar abandonar uma obrigação, reconhecer um limite, permitir-se sentir, questionar uma crença ou simplesmente admitir: “isso não combina mais comigo”.

Mas será que precisamos abandonar todas as fantasias?

Não.

Essa é uma das partes mais interessantes dessa reflexão.

Nem toda fantasia precisa ser destruída.

Algumas podem ser transformadas.

Outras podem ser ressignificadas.

E algumas podem ser escolhidas conscientemente.

Existe uma diferença enorme entre viver dentro de um personagem porque acreditamos que não temos alternativa e escolher conscientemente experimentar diferentes formas de expressão.

É aí que aparece o segundo movimento: vestir-se das fantasias.

Vestir-se das fantasias com consciência

Depois de reconhecer os personagens que construímos, podemos descobrir que brincar com eles também pode ser uma forma de liberdade.

Vestir uma fantasia pode significar experimentar uma nova maneira de existir.

Ser mais espontânea.

Mais delicada.

Mais firme.

Mais sensual.

Mais silenciosa.

Mais expansiva.

Mais brincalhona.

Mais segura.

O ponto não é transformar uma pessoa em outra.

É ampliar o repertório de possibilidades.

Quando existe consciência, a fantasia deixa de ser uma prisão e pode tornar-se uma escolha.

Não sou obrigada a ser sempre a mesma pessoa.

Posso experimentar.

Posso descobrir.

Posso dizer sim.

Posso dizer não.

Posso mudar.

O corpo participa dessa transformação

Uma das particularidades da abordagem tântrica é colocar a experiência corporal no centro da investigação.

Muitas vezes sabemos intelectualmente que deveríamos relaxar, estabelecer limites ou confiar mais em nós mesmos.

Mas saber não significa necessariamente conseguir sentir.

O corpo pode revelar tensões, resistências, desconfortos e também possibilidades que não aparecem apenas através da conversa.

A respiração muda.

A postura muda.

A percepção das sensações muda.

A relação com o próprio corpo pode começar a mudar.

Por isso, a terapia corporal tântrica pode ser compreendida como um caminho de presença: menos preocupação em representar uma versão ideal de si mesma e mais disponibilidade para perceber o que realmente está acontecendo no momento presente.

Entre tirar e colocar: existe um espaço de liberdade

Talvez a verdadeira questão não seja simplesmente “qual fantasia devo tirar?”.

Talvez seja:

“Quais personagens eu escolho viver?”

Despir-se pode ser libertador.

Vestir-se também pode ser.

O que transforma uma coisa na outra é a consciência.

Quando uma fantasia é imposta, ela pode limitar.

Quando uma fantasia é escolhida, experimentada e abandonada quando já não faz sentido, ela pode tornar-se uma forma de expressão.

O objetivo não é encontrar uma identidade perfeita.

É desenvolver liberdade suficiente para perceber quem estamos sendo e decidir, com mais consciência, quem queremos experimentar ser.

Terapia tântrica em Porto Alegre

A proposta do trabalho de Sidarta Yonimani – Terapeuta Corporal, em Porto Alegre/RS, é oferecer um espaço de acolhimento, presença e consciência corporal para mulheres que desejam aprofundar sua relação consigo mesmas e com o próprio corpo.

A Massagem Tântrica e outras práticas de terapia corporal podem integrar processos de autoconhecimento, percepção corporal, relaxamento e reconexão consigo mesma, sempre respeitando limites, consentimento e o ritmo individual de cada pessoa.

Se você se identificou com esta reflexão, talvez a pergunta mais importante não seja “quem eu deveria ser?”.

Talvez seja:

Quem sou eu quando não preciso representar nada para ninguém?

E depois:

O que eu gostaria de experimentar quando finalmente tenho liberdade para escolher?

Para conhecer melhor o trabalho de Sidarta Yonimani e tirar dúvidas sobre a terapia corporal e a Massagem Tântrica em Porto Alegre, entre em contato pelo WhatsApp ou visite o blog.

Sidarta Yonimani
Terapeuta Corporal
Porto Alegre/RS
WhatsApp: (51) 99678-2906
Blog: sidartayonimani.blogspot.com

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